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O mundo virtual que vai te afastar de tudo e de todos!


O mundo mudou, mudou demais com a revolução cibernética, nunca estivemos tão conectados ao redor do planeta.

As notícias mais distantes chegam em segundos e os “amigos” se multiplicam às centenas. Se antes uma gafe era comentário entre um grupo pequeno de colegas, hoje ela pode “cair na rede” e destruir a reputação de um indivíduo.

Com tanta agilidade, tornou-se comum passar horas na frente do computador, absorvendo informações e conversando, ou teclando, com um grande número de pessoas.

Recentemente, participei de um encontro de blogueiros e especialistas em mídias sociais, e não me surpreendi ao perceber que a grande maioria está longe de ser o que seu “avatar” promete.

Existe uma geração que criou personagens virtuais e se comporta na internet do jeito que adoraria se comportar no mundo real. O mais incrível é que funciona. Pessoas interagem, conversam, trocam idéias, são até mesmo produtivas, porém, num encontro pessoal, algumas se tornam tímidas e arredias.

São capazes de “tuitar” centenas de idéias, mas não conseguem verbalizar uma opinião. Talvez nada tenha mudado realmente, porque o ser humano tem mesmo essas duas facetas. Existe o lado interior, muitas vezes sombrio, e o exterior, que interage com a sociedade.

Creio que através das redes sociais, as pessoas revelam quem são em seus momentos de solidão, longe dos olhos e dos juízes de comportamento, falam abertamente de si e dos outros e não têm tanto pudor.

Mas o que vai acontecer daqui pra frente? Estaria essa e as próximas gerações condenadas a perder suas habilidades de interação física, iludidas pela falsa impressão de democracia e igualdade que enxergam nas redes sociais?

Se essa revolução na forma de se comunicar surgiu do aparato tecnológico e não da estrutura social, tudo é ilusão. Haverá sempre universos paralelos, sendo que o virtual ocupará cada vez mais espaço na vida de cada um. 

Quanto mais o mundo virtual surpreender com novidades e gente bacana – mesmo que de mentirinha – mais o real se tornará desinteressante e menos interação física haverá.
Lembram-se do filme The Surrogates (Os Substitutos)? Sim, é exagerado, mas não é que começa a fazer algum sentido?
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