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By On

Imagina um rapaz durante o dia sendo professor, logo a noite ser pastor e em seguida uma drag queen? Pois essa é a história de vida do líder pastoral Marcos Lord – ou drag queen Luandha Perón. Ao O Globo, Ele conta que sempre foi Evangélico e sofreu preconceito quando se revelou homossexual, tendo que ingressar na Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM) para não perder a fé.

Entre tantos detalhes pessoais e de seu personagem, sobre o ponto de vista religioso Marcos aconselha que ler a Bíblia ao pé da letra pode gerar conflito. — Eu não posso simplesmente pegar a Carta aos Romanos e lê-la como se ela tivesse sido escrita para os brasileiros do século XXI. A Carta aos Romanos foi escrita para os cristãos de Roma, daquele período histórico, do primeiro século. Então eu não posso achar que ela é válida para hoje. Mas eu posso tentar pegar alguns ensinamentos que estão ali e achar novos significados para os dias de hoje? Posso. Assim como pego os ensinamentos da minha avó e tento trazer para minha vida até hoje. Mas isso não quer dizer que eu não vá pedir manga com leite numa lanchonete porque ela disse uma vez, lá atrás, que faz mal.

"A gente vê pastores aí que, se pudessem, botavam o porrete na mão do povo para bater, porque eles não batem. Eles não são homofóbicos."

— No começo, eu tive muita resistência. Eu não queria uma igreja para gays. Eu queria uma igreja. Eu imaginava que ia ter uma drag queen dublando a Fernanda Brum e a Cassiane, e que na hora da pregação o pastor ia transformar todos os personagens da Bíblia em homossexuais. Mas fui, e eles estavam estudando a Bíblia, como eu estudava nas igrejas de onde vim. Percebi que era uma igreja como qualquer outra. Só que me aceitava como eu sou.

Marcos também falou sobre  o que acha da "libertação gay" pregada por algumas Igrejas, comentou sobre gays afeminados e da primeira reação impactante do público ao ver uma Drag Queen pregando os ensinamentos da religião Cristã. Confira na integra!